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  • Foto do escritor: Arquivo Sáfico
    Arquivo Sáfico
  • 23 de jun. de 2019
  • 2 min de leitura

Sabem aqueles plots dos “filmes lésbicos” em que a protagonista “hétero” tem uma relação feliz de longa data com um homem, mas depois vê uma lésbica na rua e decide trair o namorado/marido, mas depois é apanhada e decide que é hétero outra vez e que quer voltar para o namorado marido, mas depois fica infeliz e decide voltar para a amante lésbica e por aí afora?


Infelizmente é um plot que já foi muito usado e que reforça a ideia de que, ou não existe bissexualidade e a protagonista “hétero/lésbica” tem de se decidir de uma vez por todas, ou que pessoas bissexuais vão acabar por trair @ parceir@ com o sexo oposto porque “está na sua natureza”.


Kyss Mig, à primeira vista, parece ir caminhando para este plot, mas felizmente é um filme que tem muito mais do que isto a transmitir.


Fazendo uma breve sinopse deste filme sueco de 2011, Kyss Mig é um romance entre mulheres, uma bissexual, Mia, e uma lésbica, Frida. Conhecem-se na festa de noivado dos seus pais, que coincidiu com o anúncio do noivado de Mia e Tim. Noivado esse que não durou muito tempo, porque à medida que se vão conhecendo, Mia e Frida vão se apaixonando.


Parece mais do mesmo… Não é porquê?


Comecemos como uma coisa tão simples como usar a palavra “bissexual”. Como assim uma mulher que gostava de um homem e agora gosta de uma mulher pode ser bissexual? Como assim a mulher que antes gostava de um homem e agora gosta de outra mulher não é lésbica? Foi isto que eu aprendi nos outros filmes todos e agora este afinal vem dizer que há mulheres bis… Sarcasmos à parte, finalmente um filme do género que não reforça a invisibilidade bissexual, apesar do cenário da traição não ser o ideal…


Impõe-se outra questão… a protagonista bi traiu o noivo com uma mulher. Estará a reforçar-se a ideia de que os bissexuais são eternos traidores? Não. O filme deixa claro que traições não têm a ver com orientação sexual e é aqui que me parece inovador e necessário. Que existem pessoas que traem outras, é um facto, e existem dentro de todas as orientações sexuais.


Trata-se de um filme muito bonito visualmente, com excelentes atuações e uma grande química entre as protagonistas. O romance é bem explorado e não cai em exageros ou superficialismos. Vale a pena ver.



 
 
 
  • Foto do escritor: Arquivo Sáfico
    Arquivo Sáfico
  • 2 de jun. de 2019
  • 1 min de leitura

Já viram o trailer de “Batwoman”, que será a primeira super-heroína de uma série de tv assumidamente lésbica? Saiu no dia 16 de maio e mostra-nos Ruby Rose no papel de Batwoman/ Kate Kane.  A sexualidade da super-heroína não é novidade, tendo sido assumida nas DC comics em 2006 e, segundo as previsões, poderemos ver a personagem como protagonista na tela da tv ainda este ano, mas ainda não há data de estreia oficial.


Ruby Rose apareceu pela primeira vez como Batwoman em dezembro, no episódio especial “Elseworlds”, crossover entre Arrow, The Flash e Supergirl. O piloto foi aprovado, o trailer lançado, agora é esperar pela série e torcer para que seja boa… 😊

 
 
 
  • Foto do escritor: Arquivo Sáfico
    Arquivo Sáfico
  • 24 de mai. de 2019
  • 1 min de leitura

O segundo episódio do BlerghCast , ou "O Podcast oficial do coletivo da batata" traz-nos uma "Hierarquia de Fufas".


Na sua descrição podemos ler "Falámos das diferenças entre lipstick lesbians, femmes, e outras categorias de fufas. Quem é que conta como uma "verdadeira" lésbica, quem é que tem o camião maior e quem é que está acima de quem na hierarquia das fufas? Todas as questões que nunca ninguém perguntou sobre lésbicas são respondidas neste episódio do BlerghCast."



Para quem não conhece o coletivo da batata, deixo aqui a página do facebook, Somos Blergh.


Com três episódios até ao momento, o BlerghCast pode ser ouvido em:



 
 
 
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