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  • Foto do escritor: Arquivo Sáfico
    Arquivo Sáfico
  • 26 de abr. de 2019
  • 1 min de leitura

"Homossexualidade Feminina" é o nome de um episódio com cerca de 26 minutos que passou na RTP 2, em 1998. Faz parte da série "PORTUGALMENTE" e pode ser visto no site da RTP Arquivos.


Sinopse: "Abordagem ao tema da homossexualidade feminina, com vários depoimentos de lésbicas sobre os seus problemas, alegrias e expectativas de futuro."


 
 
 
  • Foto do escritor: Arquivo Sáfico
    Arquivo Sáfico
  • 26 de abr. de 2019
  • 2 min de leitura


Neste dia da Visibilidade Lésbica, trago-vos a galeria fotográfica "I Am Here: The Lesbian Portraits", ou "Eu Estou Aqui: Retratos Lésbicos", da autoria de Robert Kalman, criada em 2016, em homenagem à sua falecida irmã, que se assumiu como lésbica aos 23 anos, em 1976.


Ao abrirem o link vão deparar-se com o retrato de mulheres lésbicas a quem Robert perguntou o mesmo que à sua irmã, depois de sair do armário: "Como é a vida para ti, neste momento? As respostas estão em inglês, manuscritas, ao lado de cada retrato. Não consegui perceber todas, e acabei por não traduzir, ainda, as mesmas. Deixo-vos a tradução, apenas do texto de introdução à galeria, em que Robert explica o que o levou a realizar este projeto:


"A minha falecida irmã Hillary saiu do armário em 1976 quando tinha 23 anos, não exatamente um período cultural favorável à aceitação da homossexualidade, especialmente para lésbicas.
Alguns dias depois de Hillary anunciar que era lésbica, eu perguntei-lhe "Como é a vida para ti neste momento?" “Não fazes ideia", ela respondeu tristemente. "Como um santo inferno." E então mostrou-me um bilhete que a nossa mãe lhe tinha escrito: "Hillary, não me tinha apercebido do quanto me odeias. Assinado, mãe. ”
Desde a sua morte prematura aos 52 anos, tenho procurado uma maneira de criar uma homenagem à sua memória e à sua luta pessoal. Nesta série de fotos, fiz retratos de rua formais de membros da comunidade lésbica usando uma câmara de visão 8x10 e fazendo-lhes a mesma pergunta: "Como é a vida para ti neste momento?"
As suas respostas manuscritas, combinadas com os seus retratos, são maioritariamente otimistas, mas algumas expressam as dificuldades com que têm de lidar. No entanto, como uma jovem escreveu: “Ser genuinamente autêntica e não sentir vergonha é uma coisa linda. A minha irmã teria gostado de saber disto".


Robert Kalman
Robert Kalman

 
 
 
  • Foto do escritor: Arquivo Sáfico
    Arquivo Sáfico
  • 12 de abr. de 2019
  • 2 min de leitura

País: Portugal

Ocupação: cantora e compositora


Descrição: Cantora portuguesa, que deu voz ao eterno "amor de água fresca". Foi uma das primeiras mulheres a compor canções pop em Portugal e, também, uma das primeiras figuras públicas a assumir-se homossexual no país.



A eterna cantora e compositora Dina faleceu no dia 11 de abril de 2019. Deixa um legado que fará sempre parte da música entre nós, portugueses, que não esqueceremos os seus maiores sucessos musicais, que continuam a fazer sucesso nas festas de karaoke da atualidade. Quem não se lembra do "peguei, trinquei e meti-te na cesta" que ainda hoje nos dá a volta à cabeça? Aproveitem para recordar este "Amor de Água Fresca", lançado em 1981, que venceu o festival da canção em 1992, abaixo:



Dina (nome artístico de Ondina Maria Farias Veloso) nasceu a 18 de Junho de 1956, em Viseu. Foi uma das primeiras mulheres a compor canções pop em Portugal e, também, uma das primeiras figuras públicas a assumir-se homossexual no país.


Os primeiros concertos que deu, foram como parte do grupo "Quinteto Angola", para o qual entrou em 1975 e onde ficou durante dois anos.


A primeira vez que foi ao festival da canção da RTP foi em 1980, com o tema "Guardado em mim" (poema de Eduardo Nobre). Ficou em 8.º lugar mas ganhou o Prémio Revelação. Concorreu novamente em 1982, com as canções "Em Segredo" e "Gosto do Teu Gosto".


Editou seis álbuns e foi a autora de bandas sonoras de várias novelas portuguesas.


Álbuns e Singles:

  • 1980 - Singles "Guardado em Mim"; "Pássaro Doido; "Amar Sem Aviso"

  • 1981 - Singles "Há Sempre Música Entre Nós"; "Retrato"

  • 1982 - Álbum "Dinamite"

  • 1983 - Single "Conta Comigo"; "Pérola, Rosa, Verde, Limão, Marfim"

  • 1991 - Álbum "Aqui e Agora"

  • 1992 - Single "Amor d'Água Fresca"

  • 1993 - Álbum "Guardado em Mim"

  • 1997 - Álbum "Sentidos"

  • 2002 - Álbum "Guardado em Mim 2002"

  • 2008 - Álbum "Da Cor da Vida"


Coletâneas:

  • "Vila Faia" (1982) - "Aqui Estou" (tema de Joana)

  • "Telhados de Vidro" (1993)

  • "Os Lobos" (1998) - "Vitorina"/"Aguarela de Junho"

  • "Filha do Mar" (2002) - "Que É de Ti" / "Lençóis de Vento"

  • "Sonhos Traídos" (2002) - "Dura de Roer" / "Deixar-se Ir"



Em 2009, comemorou os seus 30 anos de carreira com um concerto no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, em Lisboa. Para celebrar os seus quase 40 anos de carreira, são realizados concertos de homenagem à cantora, em 2016, com a participação de nomes como Ana Bacalhau, B Fachada, Best Youth, Da Chick, D'Alva, Márcia, Mitó, Samuel Úria e Tochapestana. É, também, neste ano que Dina anuncia o fim da sua carreira, devido à sua doença, fibrose pulmonar, que a impede de cantar. Lutava contra esta doença desde 2006 e faleceu no Hospital Pulido Valente, em Lisboa, a 11 de Abril de 2019, aos 62 anos.


Gostaria de ter registado a sua biografia neste blogue ainda em vida. Infelizmente já não foi possível. De qualquer forma, fica aqui a minha homenagem póstuma à sua obra.


Descansa em paz, Dina. Haverá sempre música entre nós. 🎶💗




 
 
 
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