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  • Foto do escritor: Arquivo Sáfico
    Arquivo Sáfico
  • 15 de set. de 2018
  • 3 min de leitura


País: Estados Unidos

Ocupação: astronauta, física, professora e escritora


Descrição: primeira mulher norte-americana a ir ao espaço e a primeira astronauta LGBT de que se tem conhecimento.








Sally foi a terceira mulher em todo o mundo, depois das soviéticas Valentina Tereshkova e Svetlana Savitskaya, a ir ao espaço, no dia 18 de Junho de 1983, como integrante da tripulação da Challenger, na missão STS-7.


Tripulação da Challenger em 1983

Formada em Física e Inglês pela Universidade de Stanford, Ride foi uma das 8 mil pessoas que responderam a um anúncio da NASA. Foram selecionadas 35 pessoas, em que constavam apenas 6 mulheres. Sally Ride, Anna Fisher, Judith Resnik, Kathryn Sullivan, Shannon Lucid e Rhea Seddon formaram o primeiro grupo de mulheres astronautas do programa espacial norte-americano, em 1978.


Primeiro grupo de mulheres astronautas do programa espacial norte-americano

Completou o curso de qualificação em 1979. O treino incluiu paraquedismo, aprender sobrevivência na água, comunicação por rádio e navegação. Sally atuou como CAPCOM (comunicava com a nave e a tripulação) das segundas e terceira missões da nave espacial e fez parte da equipa que desenvolveu o braço robótico conectado ao espaço de carga da nave, utilizado para implantar e recuperar satélites. Também trabalhou na sede da NASA como assistente especial de planeamento estratégico a longo prazo e tornou-se na primeira diretora do escritório de exploração da NASA.



Em 1982, casou-se com, o também astronauta, Steve Hawley, de quem se divorciou em 1987. Nesse mesmo ano, deixou a NASA para integrar o Centro de Segurança e Controlo de Armas na Universidade de Stanford. Dois anos depois, passou a dar aulas de física na Universidade da Califórnia e tornou-se diretora do instituto espacial da instituição.


Em 2001, fundou a própria companhia de pesquisa científica, a Sally Ride Science, que promove vários eventos pelos Estados Unidos em prol da divulgação científica.


Recebeu uma série de prémios ao longo da sua excelente carreira e continuou a ser homenageada por diversas vezes após a sua morte, pela grande importância que teve na história da humanidade.

Faleceu no dia 23 julho de 2012, devido a um cancro no pâncreas, aos 61 anos. Três anos depois, a Google lançou uma série de cinco doodles animados em sua homenagem, divulgando os seus feitos mundialmente.


Sally era extremamente reservada sobre a sua vida pessoal, mas após a sua morte, foi revelado que mantinha uma relação há 27 anos com Tam O'Shaughnessy, com quem vivia. Sally Ride passou, assim, a ser a primeira astronauta LGBT de que se tem conhecimento.


Tam O'Shaughnessy é escritora científica e co-fundadora da Sally Ride Science. Sally e Tam escreveram 6 livros infantis de ciência juntas. As duas também foram tenistas, tendo sido neste contexto que se conheceram.


Sally Ride e Tam O’Shaughnessy, com o seu cão, Gypsy, em 1992.

Alguns dos prémios e homenagens que recebeu:


➤ Prémio "National Space Society's von Braun";

➤ Prémio "Lindbergh Eagle";

➤ Prémio "NCAA's Theodore Roosevelt";

➤ Foi introduzida na "National Women's Hall of Fame", na "Astronaut Hall of Fame", na "Califórnia Hall of Fame" e na "National Aviation Hall of Fame";

➤ Ganhou a medalha "NASA Space Flight",por duas vezes;

➤ Duas escolas nos Estados Unidos e um navio da Marinha têm o seu nome.

➤ Prémio "Samuel S. Beard";

➤ Prémio "General James E. Hill Lifetime Space Achievement";

➤ Ganhou a Medalha Presidencial da Liberdade ("Presidential Medal of Freedom");

➤ Integrou a lista 51 Heróis da Aviação ("51 Heroes of Aviation");

➤ Foi introduzida na "Legacy Walk", exposição pública de rua em homenagem a figuras históricas LGBT;

➤ Outro Doodle da Google, no dia da Mulher do ano 2017;

➤ Figuras lego de Sally Ride

➤ Selo dos serviços postais dos Estados Unidos em sua homenagem;



Alguns destes prémios foram atribuídos após a sua morte e recebidos por Tam O’Shaughnessy.



 
 
 
  • Foto do escritor: Arquivo Sáfico
    Arquivo Sáfico
  • 14 de set. de 2018
  • 2 min de leitura

Eu já não me lembro muito bem, mas na altura vi tudo. Não quando saiu, quando saiu teria eu uns 10 anos. Terei visto algures no secundário e na altura foi assim uma coisa de "uau, uma série lésbica". É um verdadeiro clássico lésbico adolescente, na mesma onda de South of Nowhere (ambas de 2005). E creio que vi estas primeiro do que "The L Word", que estreou em 2004.


Em Sugar Rush temos a típica situação de uma rapariga lésbica (Kim) que se apaixona pela melhor amiga (Sugar). Não esperem que a amiga se apaixone de volta, apesar dos beijos que aparecem no vídeo... (que por sinal nem me lembrava 😶).


Acho que elas acabaram por se envolver lá pelo episódio final mas pareceu que seria "a one time thing", e pareceu mais um "agradecimento" de tão dedicada "amizade"... (do género "opá eu não curto mulheres mas tu és tão boa amiga, apesar de ser difícil para ti, porque gostas de mim e tal, e tens me tratado tão bem... que agora vai..." 🤷‍♀️). Da memória que (não) tenho, a Sugar passou-me mais esta vibe do que uma vibe bissexual. É possível que isto não tenha sido bem assim, porque já vi a série há muito tempo e a memória já não é muito fiável, mas é isto que me ocorre quando penso em sugar rush.


Acho que também chegaram a haver alguns ciúmes por parte da Sugar quando a Kim arranjou namorada, mas pareceu-me ser mais devido à diminuição da atenção que a Kim lhe dava antes. 


É uma série que gostei de ver, muito divertida, com o humor típico das séries britânicas juvenis. Tem duas temporadas, de 10 episódios cada e os episódios duram cerca de 25 minutos. Foi baseada no livro de Julie Burchill, com o mesmo nome, também editado em Portugal.


Não encontrei o trailer, mas deixo-vos este video.


É a terceira série britânica que vejo que tem adolescentes altamente problemáticos, pais piores ainda e drogas. 🤔 Ainda assim conseguiam todas ser muito boas (vide "Skins" e "My Mad Fat Diary").


PS: O Andrew Garfield entrou nesta série 😯




 
 
 
  • Foto do escritor: Arquivo Sáfico
    Arquivo Sáfico
  • 8 de set. de 2018
  • 1 min de leitura

País: Brasil

Ocupação: arquitecta-paisagista


Descrição: Arquiteta-paisagista brasileira, responsável pelo projeto do Parque do Flamengo, no Rio de Janeiro.





Maria Carlota Lota de Macedo Soares foi uma arquiteta-paisagista brasileira, responsável pelo projeto do Parque do Flamengo, no Rio de Janeiro, que esteve num relacionamento com a poeta norte-america Elizabeth Bishop.

As duas partilharam muitos anos de história juntas e foram escritos vários livros sobre a informação que se foi encontrando sobre a vida, obra e relação destas duas mulheres.


Livro que retratam a sua história:

  • One Art: Letters/Uma Arte: As Cartas de Elizabeth Bishop, compilado por Robert Giroux e traduzido por Paulo Henriques Britto (1995)

  • Flores Raras e Banalíssimas, de Carmen L. Oliveira (1995)

  • Um Porto para Elizabeth Bishop, de Marta Góes (2001)

  • Invenções de Si em Histórias de Amor, de Nadia Nogueira (2008)

  • The More I Owe You/A Arte de Perder [edição brasileira], de Michael Sledge (2010/2011)


Filme:

  • Flores Raras (2013)

 
 
 
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