Esta quinta-feira estreia nos cinemas portugueses o filme “A Favorita”.
A história biográfica passa-se no século XVII, e traz-nos um triângulo amoroso composto pela Rainha Anne de Inglaterra, Sarah Chuchill e Abigail que chega posteriormente ao palácio. A doença da Rainha leva-a a deixar as decisões governativas para Sarah, conselheira, amiga e amante. Abigail torna-se aos poucos próxima de Sarah até encontrar uma boa oportunidade para cair nas boas graças da Rainha, disputando o lugar de “favorita”.
O trio é interpretado pelas atrizes Olivia Colman, Rachel Weisz e Emma Stone, respetivamente.
Vencedor do Prémio do Júri no Festival de Cinema de Veneza e nomeado para dez Óscares, “A Favorita” é uma comédia dramática a não perder!
Hoje trago-vos um filme biográfico sobre a “primeira lésbica moderna da história” – Anne Lister – e os seus diários secretos, onde registou tudo o que vivia, incluindo as suas relações amorosas com outras mulheres. A sua personalidade forte e desafiante e a sua herança avultada, permitiram‑lhe viver como quis e com quem quis, longe dos padrões que a sociedade lhe queria impor, no século XIX.
Apesar desta abertura, o que registava de mais íntimo, nomeadamente no que toca às suas paixões, encontrava-se codificado, demonstrando algum receio de que alguém que encontrasse os seus diários os descobrisse e divulgasse. O preconceito não deixava de ser uma realidade apesar das suas circunstâncias.
Passaram mais de 100 anos da sua morte até que alguém os conseguisse descodificar. E foi graças a tal feito que hoje em dia conhecemos a sua história e podemos ver este filme, lançado em 2010, pelo canal BBC. Aproveitem! 😊
Despeço-me com a tradução de uma das frases mais famosas dos seus diários:
“Eu amo e apenas amo o sexo mais justo, e sou amada por ele em retorno, o meu coração revolta-se com qual outro amor que não o delas”.