top of page
Buscar
  • Foto do escritor: Arquivo Sáfico
    Arquivo Sáfico
  • 22 de dez. de 2018
  • 2 min de leitura

A curta-metragem "The Ten Rules: A Lesbian Survival Guide" , ou "As Dez Regras: Um Guia de Sobrevivência Lésbica", é um clássico, que pretende responder à seguinte questão: O que acontece quando as tuas amigas não são apenas tuas amigas, mas também a tua "dating pool" (lago de possibilidades amorosas??)? Como sobreviver a isto? Sabendo as 10 regras do guia de sobrevivência lésbica:


  1. Not all lesbians look alike

  2. CAUTION! Long-term lesbian couples may look alike

  3. Friends = Dating Possibilities

  4. A true breakup is breakup #4

  5. Choose a nickname or one will be chosen for you

  6. Old girlfriends never leave; they become best friends

  7. Lesbian years = dog years

  8. Dyke drama. It is a reality.

    As inevitable as the tide.

    From the latin: Lesbosapphicus Dramaticus

  9. WARNING! Just 1 degree of separation between you and any other lesbian.

  10. Sam's Rule: Grab the bull by the horns


Traduzindo (aceito outras sugestões de tradução):

  1. Nem todas as lésbicas são parecidas

  2. CUIDADO! Os casais lésbicos de longa data podem se tornar parecidos

  3. Amigas = possibilidades de namoro

  4. Um verdadeiro término é o término nº 4

  5. Escolhe uma alcunha ou será escolhida para ti

  6. As ex-namoradas nunca vão embora; tornam-se melhores amigas

  7. Anos lésbicos = anos de cão

  8. Drama lésbico. É uma realidade.

    Tão inevitável como a maré.

    Do latim: Lesbosapphicus Dramaticus

  9. AVISO! Apenas 1 grau de separação entre ti e qualquer outra lésbica.

  10. Regra da Sam: Agarra o touro pelos cornos.



Todas estas regras são explicadas com mais detalhes por Jennifer, ao longo dos cerca de 28 minutos de curta, que pode ser vista no youtube (a qualidade de imagem não é muito boa...).


Dois anos antes do lançamento de "The L Word", já "The Ten Rules" nos mostrava este chart:


Foi começando assim...
Foi começando assim...
E acabou assim 😅
E acabou assim 😅

A curta é muito engraçada e é imperdível para quem gosta de estar a par dos clássicos!




Outro clássico: a série baseada nesta curta, "Exes & Ohs". Esta série de comédia esteve no ar entre 2007 e 2011 e é composta por um total de 14 episódios, divididos em duas temporadas (episódios de +/- 30min).



Já conheciam? Já viram? Deixem os vossos comentários!😁


 
 
 
  • Foto do escritor: Arquivo Sáfico
    Arquivo Sáfico
  • 15 de dez. de 2018
  • 3 min de leitura

Nos dias 8 e 9 de dezembro decorreu a 17ª formação de voluntári@s e ativistas da ILGA Portugal, na qual tive o prazer de participar, enquanto aspirante a voluntária e ativista.


Para quem não souber, a ILGA Portugal - Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual, Trans e Intersexo é a mais antiga associação de defesa dos direitos LGBTI em Portugal, com intervenção a nível nacional e sede em Lisboa. 


Começo por referir a importância de nos aceitarmos como somos e como queremos ser e de mostrarmos ao mundo que somos seres humanos detentores de direitos que têm de ser respeitados. Qualquer pessoa que seja discriminada apenas por existir e mostrar-se como é, precisa de saber que o que está mal são os outros quando nos discriminam e não o facto de sermos diferentes dos padrões considerados como os corretos por algumas pessoas que insistem em se meterem nas vidas alheias e em arruinar a autoestima e felicidade de outras pessoas por mera ignorância e falta de empatia. Isto para dizer que o ativismo existe exatamente como resposta a quem nos quer tirar a liberdade e é essencial na luta pelos nossos direitos. Ativistas e voluntários desempenham um papel fundamental na nossa sociedade, por maior ou menor papel que cada um tenha. Todos podemos contribuir de alguma forma. Decidi, então, participar na "17ª formação de voluntári@s e ativistas da ILGA Portugal" por entender que chegou o meu momento de começar a contribuir. A ILGA é um espaço de aceitação. Este fim de semana de formação foi um dos melhores que já passei. É incrível a atmosfera à nossa volta quando nos encontramos perto de pessoas com quem nos identificamos e que nos compreendem, numa sociedade que teima em não compreender e não aceitar. Quando nos encontramos perto de pessoas diferentes de nós, de diferentes idades, áreas de trabalho/estudo, cidades e até países e percebemos que, ainda assim, passámos todos pelos mesmos problemas, com maior ou menor intensidade (que não existem duas pessoas com exatamente as mesmas experiências), mas com um núcleo em comum: sermos LGBTI+ e termos sofrido preconceito por causa disso e ter afetado outras áreas da nossa vida, da nossa personalidade, da nossa autoestima. Os vídeos que vimos, as coisas que ouvimos, tudo tão familiar... mesmo antes de termos visto e ouvido, porque também passámos por isso. Nem todos, é verdade. Sente-se, também, a empatia daqueles que não passaram por estas experiências, mas que estão presentes porque também sabem que podem e devem contribuir para um mundo mais justo, e escolheram fazê-lo numa associação de direitos LGBTI+. Desengane-se, pois, quem ache que na ILGA não existem pessoas heterossexuais. Aqui não se discrimina nem se exclui ninguém e toda a ajuda é bem-vinda e necessária. Foi um fim de semana muito bem passado, partilhado com pessoas maravilhosas, onde rimos juntos e chorámos juntos, onde tivemos a oportunidade de falar abertamente e de nos sentirmos completamente aceites, onde aprendemos muito. Espero que continuemos juntos, agora enquanto voluntários, a trabalhar por um mundo melhor. Não devemos esquecer nunca de que a união faz a força. E que, mesmo que às vezes pareça, não estamos sozinhos.

No final, não pude deixar de tirar uma fotografia com estes três grandes senhores, responsáveis pela nossa formação. O meu muito obrigada a eles e a todas as pessoas presentes. 😊



Links a visitar:



 
 
 
  • Foto do escritor: Arquivo Sáfico
    Arquivo Sáfico
  • 15 de dez. de 2018
  • 2 min de leitura


No dia 8 de dezembro foi inaugurada a exposição "A Marcha Saiu à Rua", no TITO's Bar em Viseu, sobre a 1.ª Marcha pelos Direitos LGBTI+ de Viseu. A exposição fotográfica, que inclui um vídeo da marcha, poderá ser vista até dia 28 de dezembro, e fico muito agradecida e orgulhosa por poder dizer e escrever que o Arquivo Sáfico tem o seu cantinho nesta exposição, com três fotografias tiradas por mim. Para quem estiver por Viseu até dia 28, aproveitem para dar uma olhadela! 😊

Segue abaixo o vídeo realizado pelo grupo LGBTI Viseu, englobado na exposição, que nasceu de uma ideia da LGBTI Viseu como complemento ao desafio lançado pelo proprietário do Tito's bar de realizar uma exposição fotográfica sobre a Marcha.



Manifesto da Marcha:


"O Já Marchavas nasceu em Maio de 2018 em Viseu reunindo sinergias diversas. Pessoas com diferentes histórias de vida, orientações sexuais, características sexuais, identidades e expressões de género.


Marchamos pelo presente e futuro unindo a vontade de quem é proativo na defesa de direitos básicos do ser humano, na tentativa de eliminar a violência e a exclusão.


Marchamos pela diversidade de ser e amar porque, para alguns e algumas, as caixas que nos oferecem à nascença, rosa e azul, menina e menino, representam uma jaula, uma visão limitada da Humanidade. A sociedade cis-hetero-mono-normativa existente força a construção de uma identidade em vez de a representar.


Lutamos porque entendemos que todos os seres humanos devem ser respeitados na sua liberdade porque uma sociedade que não imponha identidades ou papéis sociais é uma sociedade mais justa.


Pela liberdade de sermos quem somos, sem medos de represálias, confiantes que os nossos direitos e a nossa individualidade sejam respeitados na rua, em casa, na escola, no emprego, nos hospitais.


Marchamos!


Por mais educação sobre identidade de género, orientação sexual e direitos, no ensino formal e não formal, por entidades competentes e formadas na área a atuar principalmente nas áreas de educação, ação social, saúde, justiça e políticas públicas, mas também em qualquer empresa ou local de trabalho.


Marchamos!


Em defesa de uma saúde igualitária, que permita a doação de sangue sem julgamento de orientação sexual, que permita o acesso a procedimentos de afirmação de género, o acesso a estratégias de prevenção como o PrEP.


Que trate a saúde e todas as questões médicas específicas da população LGBTI+ sem preconceitos e que respeite e proteja o corpo de cada um.


Marchamos!


Por um sistema policial e judicial que nos proteja, que reconheça a existência de discriminação relativamente à população LGBTI+.


Que elimine estigmas e dogmas legislativos e reformule a Constituição permitindo aos cidadãos a igualdade. Nem menos nem mais, direitos iguais!


Marchamos!


E porque não queremos mais homicídios, mais suicídios, mais espancamentos, mais raptos, mais violações da comunidade LGBTI+ no Mundo.


Marchamos!" Contra todas as previsões, a 1.ª Marcha pelos Direitos LGBTI+ de Viseu foi considerada a terceira maior marcha deste ano.


Deixo-vos também o trailer para o documentário "Marchamos" 😊


Este documentário tenta passar o testemunho de todas e todos aqueles que participaram na 1.ª Marcha de Viseu, uma Marcha que ficará na história da cidade.




PS: Podem ver a primeira publicação com todas as fotografias que tirei na marcha e os discursos que filmei, incluindo este manifesto, neste link. 😁


PPS: O espaço da exposição pode ser visto aqui.

 
 
 
Publicações: Blog2

© 2018 - 2026 por Arquivo Sáfico.

bottom of page