top of page
Buscar
  • Foto do escritor: Arquivo Sáfico
    Arquivo Sáfico
  • 22 de set. de 2018
  • 1 min de leitura

Quem se lembra de Carol e Susan da série Friends?


Apesar de serem personagens secundárias, tiveram uma grande importância na representatividade lésbica na televisão.


Carol é a ex-mulher de Ross, um dos seis protagonistas, tendo o divórcio se devido ao facto de Carol ser lésbica e se ter apaixonado por Susan, com quem assume a relação após o término do seu casamento.


Acontece que Carol estava grávida quando se separou. Ela e Susan decidem cuidar do filho juntas e Ross acata a decisão.



A imagem acima é do episódio em que as duas se casaram, tendo sido a primeira vez que se mostrou um casamento entre duas mulheres na TV, numa altura em que não era legal (1995).


Infelizmente não aparecem muitas vezes, mas quando aparecem rendem boas cenas e são tratadas questões de extrema importância. Série pioneira em divulgar um casal de mulheres abertamente e uma família homoparental, ainda que sem demonstrações de afeto tão explicitas quanto as restantes.


Apesar de serem personagens bastante secundárias, foram um marco na história da representação. Não foi perfeito, não apareceram muito, não me lembro de ver um beijo, sequer, mas foi inovador e um passo importante para o que se foi seguindo.

 
 
 
  • Foto do escritor: Arquivo Sáfico
    Arquivo Sáfico
  • 22 de set. de 2018
  • 1 min de leitura

A Mi Madre Le Gustan las Mujeres | Daniela Féjerman, Inés París | 2002 | Espanha | IMDB |🤙


Sinopse: "Elvira, Gimena e Sol estão na casa de Sofía, sua mãe, para comemorar seu aniversário. Sofía avisa que quer aproveitar a reunião familiar para apresentar às suas filhas o seu novo amor. Conta que é uma pessoa bem mais jovem e que também toca piano. Quando a campainha toca, elas ficam imaginando como deve ser o novo namorado da mãe, e surpreendem-se ao verem que o novo amor de Sofía é, na verdade, uma mulher."



É um filme leve e divertido, nada por aí além, mas vê-se muito bem naquelas tardes de domingo... Eu pessoalmente gosto muito de ver filmes em espanhol/castelhano, claro que depende do filme, mas este gostei de ver. E creio que nunca tinha visto um filme em que é um dos pais a fazer o "coming out".


A musiquinha é um tantinho problemática mas é para levar ironicamente. Percebo quem não goste deste tipo de humor, mas não consigo não rir com o drama todo desta letra e do "horror" que é que "a mi madre le gustan las mujeres" 😅


Para quem viu, que acharam deste filme?


 
 
 
  • Foto do escritor: Arquivo Sáfico
    Arquivo Sáfico
  • 21 de set. de 2018
  • 5 min de leitura

Para quem não conhece "Below her mouth", podem ver o trailer, sinopse e +info na página do filme.


Aviso já que quem adorou o filme vai odiar esta review. Mas gostava de ver as fundamentações para opiniões diversas nos comentários!


Eu li a sinopse "Um romance inesperado rapidamente se transforma numa realidade de parar o coração para duas mulheres, cuja forte conexão muda suas vidas para sempre" e só queria ver um filme sáfico bom e sexy, com a Erika Linder como protagonista, que era uma das minhas celebrity crushes.


O filme não deixa de ser sexy, mas também não deixa de ser péssimo, na opinião desta blogueira que vos escreve.


É claro que a doutrina diverge, mas deste lado a sensação que ficou no fim de ver o filme foi mesmo esta.


A única razão por que alguém recomendaria Below Her Mouth serão as cenas sexuais, que de facto são a única coisa interessante... e até é um filme visualmente bonito no seu todo. Portanto, se for essa a razão por detrás da vontade de ver este filme podem passar o resto à frente que não perdem nada.


Atuações péssimas e roteiro "mais do mesmo", em que há uma mulher chamada Jasmine, que está noiva de um homem, que de repente vê uma lésbica chamada Dallas, e está o filme montado. O nome do homem já não me lembro...


Na verdade, não foi a "hétero/lésbica" (sim, porque bissexualidade é uma coisa que não existe... ou se existe não é mencionada, logo uma pessoa não sabe se a moça andava só perdida e descobriu a sua orientação sexual agora, ou se era "hetero" e virou "lésbica" que é o que a maior parte destes filmes dá a entender, ou se é bissexual e desta vez em vez de trair o namorado com um homem calhou ser uma mulher 🤦🏽‍♀️).  O que é que eu estava a dizer? 🤔 Ah! Na verdade, não foi a "hétero/lésbica" que foi atrás da "lésbica/lésbica", tendo sido mera presa. Ênfase no mera presa, porque mesmo depois de repetidos NÃO's, a outra achou que tinha de continuar a caçar (estereótipo que devia ser combatido e não reforçado, as mulheres lésbicas não são predadoras e sabem respeitar um não). E com esta caça toda a presa afinal até gostou de ser barrada e perseguida e encostada à parede e ficou toda maluca, rendendo-se à predadora retratada, e já dizia o péssimo ditado: "so is spaghetti till it's wet". Uma palavra para isto: rídiculo. Outra: perigoso. E é assim que se normaliza o assédio... e é assim que as pessoas ficam a pensar "ah, ela disse que não porque se está a fazer de difícil, ou porque bla bla bla, eu sei que ela quer, mesmo tendo dito que não e é por isso que insisto e vou à luta e que linda história de amor e perseverança..." 🤮 Parecia que estava a ver aquelas típicas comédias românticas tóxicas heterossexuais que já se conhecem, mas com a "inovação" de ser com lésbicas. E não era disto que estava à espera, de todo.


Anyway, às vezes parece que as pessoas acham que são só os homens que assediam e que quando é  uma mulher a atirar-se e a insistir depois de um não (ou vários) já não é um problema, nem representa qualquer ameaça. Péssima personagem e péssima investida. Comédias românticas tóxicas não faltam por este cinema fora, cheias de investidas abusivas vistas como "grandes provas de amor". A diferença para esta é que aqui temos mulheres e mais sexo. Troquem a personagem da Dallas por um homem e vejam se continuam a achar bonito... Mas acho que já cada vez se tolera menos este tipo de narrativas, e se têm começado a mudar para relações mais saudáveis, logo façam filmes bons em vez de copiar as coisas más, que isto é igualmente mau, independentemente do sexo ou género ou orientação sexual.


E atenção, nada contra quem goste de um role-playing com este tipo de papéis (presa/predadora) quando haja consentimento, que é uma coisa que este filme não soube abordar muito bem. A ideia que me passou é que a Dallas acha que pode perseguir as mulheres bonitas que lhe aparecem à frente, mesmo depois de a terem recusado, e que ela certamente que as irá conseguir "transformar" se continuar a investir, porque ela também é bonita e então pode. Aquela confiança de quem se acha a última bolacha do pacote, muito semelhante à de um homem branco hetero tóxico (e não, não estou a dizer que todos os homens brancos heteros são tóxicos, e vocês sabem de quem estou a falar, ou se não conhecem nenhum homem branco hetero tóxico, quero saber em que mundo vivem para ir para lá viver também). A personagem da Dallas até teve direito àquela piada dos "roofers", mesmo à trolha - "Why do women love roofers? Because we strip 'em and nail 'em all day long". - WTF???????????????? É que nem deu para apreciar as cenas do filme depois de um turnoff destes. Definitivamente não era de piadas à trolha que eu estava à espera quando comecei a ver, e a Dallas só parecia muito atraente lá a trabalhar no roof, antes de abrir a boca para dizer merda. Mas pronto, se calhar o problema foram as expetativas... Ou então, foi mesmo o machismo de todo o filme, que sim, as mulheres também podem reproduzir. Era escusado.


Voltando ao enredo, depois da perseguição inicial lá ficou tudo bem, amor à primeira vista (apesar de não ter havido desenvolvimento da relação) bla bla bla cena de sexo mais bla bla bla mais sexo e mais bla bla bla (e não houve nenhum desenvolvimentos das personagens no entretanto), até à cena em que o noivo de quem já ninguém se lembrava lá as apanha no ato. Drama Drama Drama. Lésbica lembra-se que é hétero e volta para o noivo, mas afinal não é hétero e tinha descoberto o amor e vira lésbica outra vez. Vivem felizes para sempre. The End  (Esta é que devia ser a sinopse... 😅)


Se partirmos do pressuposto de que a personagem é efetivamente bissexual, algo que não foi de todo mencionado, retiro a minha crítica da invisibilidade bi e das "héteros" que "viram lésbicas", e vice-versa, e substituo pela crítica da propagação do estereótipo da bissexual que não sabe o que quer, e que obviamente que vai trair, e obviamente que vai voltar para um homem, e obviamente vai acabar por trai-lo novamente com uma mulher, e por ai a fora, que toda a gente sabe que é isso que as bissexuais fazem...


E atenção, também pode efetivamente acontecer, e acontece, uma mulher ser efetivamente lésbica e andar com homens por pressão social e só descobrir a sua orientação sexual mais tarde. Mas não é uma questão a que este filme dê resposta. Bissexualidade ou heterossexualidade compulsória? Who knows. De igual modo, independentemente do que for, foi igualmente mal retratado.


E se a expectadora não quiser saber disto para nada e só quiser ver um filme que tenha mulheres bonitas e sexo sáfico, sem se importar com o péssimo roteiro, a péssima atuação e as investidas abusivas? Então força! Este é o filme indicado! Mas também dá para ir procurar só os vídeos...


Resumindo e concluindo... Péssimo.


Deixem as vossas opiniões (principalmente as divergentes) nos comentários!





PS: Este filme acabou com a minha crush na Erika Linder 😥

 
 
 
Publicações: Blog2

© 2018 - 2026 por Arquivo Sáfico.

bottom of page