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  • Foto do escritor: Arquivo Sáfico
    Arquivo Sáfico
  • 18 de dez. de 2021
  • 1 min de leitura

Faltam 7 dias para o Natal, que filmes lésbicos/sáficos já viram ou ainda vão ver?


Este mês foi lançado o "Under the Christmas Tree", no dia 1, e amanhã contamos com o lançamento de "Christmas at the Ranch" (No país de origem e não em Portugal...).


Estes lançamentos deram-me a ideia de compilar o que já foi publicado neste blog a propósito desta época de Natal e Ano Novo. Espreitem a lista abaixo! 😊🌈🎄🎉


Filmes de Natal/Ano Novo:

Under the Christmas Tree (2021)

Christmas at the ranch (2021)


Deidre e Belinda (Filme: The Christmas Lottery, 2020)

Kayla Quinn (Série: Merry Happy Whatever, 2019)

Dorrie e Kerry (Filme: Quando a Neve Cai/Let it Snow, 2019)

Rachel e Clara (Filme: What's Cooking?, 2000)


Música de Natal:



Deixem nos comentários as sugestões natalícias que não apareceram nesta lista! 😁




Votos de um feliz Natal e um melhor 2022!! 😊🌈💪✨



 
 
 
  • Foto do escritor: Arquivo Sáfico
    Arquivo Sáfico
  • 11 de dez. de 2021
  • 4 min de leitura

Neste post, vou trazer algumas personagens sáficas natalícias, porque, chegada a dezembro, me lembrei desta frase (Merry Happy Whatever) que é o título de uma série que tem uma personagem lésbica. Cá vão elas:

Kayla Quinn (Série: Merry Happy Whatever)


Kayla Quinn, interpretada por Ashley Tisdale, é uma personagem da série natalícia "Merry Happy Whatever", de 2019, original da netflix.


A série gira em torno de Don Quinn, um típico pai de família que, enquanto tenta manter o equilíbrio entre as necessidades de cada parente, se esforça para organizar as festividades de fim de ano. É no meio dessa confusão que a filha mais nova chega com o seu novo namorado, tornando tudo ainda mais complicado.


Kayla é uma das filhas de Don, recentemente divorciada, que se apercebe de que é lésbica e vai tentando arranjar a melhor forma de contar à família.


A série conta com um total de oito episódios. Eu vi em janeiro deste ano (não devo ter conseguido ver durante o mês de dezembro, mas segundo o TV Time vi a 3 de janeiro, logo ainda estava na época natalícia... 🤷‍♀️) e já não me lembro de nada. Por um lado é bom sinal, porque é sinal que não me irritou como o filme happiest season, do qual me lembro de tudo o que vos escrevi no post da semana anterior... Mas a sensação que tenho é que a personagem não era central, mas foi uma série fofinha. Na minha tentativa de recordar pela internet fora, o que encontrei foi que "fica melhor depois do primeiro episódio"... 😅 Para quem viu, o que acharam? 🙂🌈



Ano: 2019

Canal: Netflix

País: Estados Unidos

Género: Comédia

Criador: Tucker Cawley

Dorrie e Kerry (Filme: Quando a Neve Cai/Let it Snow)


Dorrie e Kerry são personagens do filme "Quando a Neve Cai" ou "Let it Snow", também de 2019 e também da netflix. A sinopse do filme na netflix é a seguinte: "Na véspera de Natal, uma tempestade de neve atinge as amizades, os relacionamentos e o futuro dos finalistas do liceu de uma pequena cidade".


Ainda não vi, mas pelo que entendi, Dorrie e Kerry são alunas deste liceu que acabam por ficar juntas. Não sei se aparecem muito ou pouco durante o filme. 🤔


O filme é baseado no livro bestseller homónimo, que possui três contos, todos passados na época de Natal, escritos por John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle. Também não li o livro mas, segundo a internet, este plot do romance entre Dorrie e Kerry apenas acontece no filme.


Para quem já viu, que acharam do filme? E do casal? 🙂


Ano: 2019

País: Estados Unidos

Género: Comédia, Romance

Realização: Luke Snellin

Escrita: Laura Solon, Victoria Strouse, Kay Cannon (roteiro) ; John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle (Romance);

Rachel e Carla (Filme: What's Cooking?)


O filme "What's Cooking?", lançado em 2000, tem a seguinte sinopse: "Quatro famílias de LA, de diferentes etnias (Latina, Asiática/Vietnamita, Africana e Judaica) reúnem-se para o jantar de Ação de Graças.


No meio destas famílias, temos o casal Rachel e Clara, interpretadas, respetivamente, pelas atrizes Kyra Sedgwick e Julianna Margulies. Pelo trailer, parece ser um filme engraçado e a diversidade de famílias e a maneira como todas tentam deixar a sua marca nesta refeição é um plot interessante, mas ainda não vi, nem creio que o casal que aqui apresento apareça muito no filme. De qualquer maneira, enquanto personagens Sáficas que são, têm o seu lugar aqui no blogue! 😊🌈


Ano: 2000

País: Estados Unidos, Reino Unido

Género: Comédia, Drama, Romance

Realização: Gurinder Chadha

Escrita: Gurinder Chadha, Paul Mayeda Berges


Deidre e Belinda (Filme: The Christmas Lottery)



The Christmas Lottery foi lançado em 2020 e tem como premissa uma família que ganha na lotaria, mas perde o bilhete premiado, e têm de pôr as suas diferenças de lado para conseguirem encontrar o bilhete até ao dia de Natal. Como parte desta família temos Deidre, que é casada com Belinda.


Pelo trailer são três irmãs, mas Deidre é quem tem mais contacto com os pais e as restantes só voltam a casa depois do pai ganhar a lotaria. Escusado será dizer que não se dão lá muito bem, e ainda vemos a Belinda a dizer a Deidre que tem de fazer as pazes com as irmãs. Espero que apareçam muito no filme.


Não parece ter um orçamento e atuações por aí além, mas fiquei com vontade de ver. Parece o típico filme familiar de Natal de tv em que há uma lição que nos mostra a importância das relações e dos laços e da união que, muito provavelmente, serão retratados como mais importantes do que ganhar a lotaria. Muito cliché, mas é bom ver um casal lésbico bem inserido nestes clichés fofinhos.  Também é dos poucos filmes de natal sáficos, ou com personagens sáficas, que conheço protagonizado por uma família negra. Alguém já viu? 😊🌈



Ano: 2020

País: Estados Unidos

Género: Comédia

Realização: Tamika Miller

Escrita: Angela Burt-Murray



 
 
 
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    Arquivo Sáfico
  • 4 de dez. de 2021
  • 7 min de leitura

Estamos de volta a mais um dezembro de época natalícia, portanto, de volta à happiest season. Logo... Não podia não postar sobre este filme.


Happiest Season foi lançado no dia 25 de novembro de 2020, na plataforma de streaming Hulu.


Kristen Stewart (!!) e Mackenzie Davis (Yorkie, de "San Junipero" !!) são as protagonistas desta comédia romântica natalícia, realizada por Clea DuVall (Graham, de "But I'm a Cheerleader" !!).


Já passou um ano, então acho que já não estou a dar spoilers a ninguém, mas ainda assim fica o aviso: para quem ainda não viu o filme e não gosta de SPOILERS, podem parar de ler por aqui, porque o texto abaixo contém SPOILERS!


Quem quiser ir ver a sinopse e o trailer, podem ver a página do filme no blog AQUI.


Quem já viu e quiser na mesma ler o meu resumo disparatado, força, que eu preciso de falar sobre este filme, que na altura me deixou um pouco irritada com as Harpers da vida.


Vejam lá bem se não é este o resumo do que se passou...



Happiest Season conta-nos a história de Abby (Kristen Stewart) e Harper (Mackenzie Davis), que parecem um casal muito feliz, no início do filme. A Harper convida a namorada para passar o Natal com a sua família. A Abby aceita, muito feliz da vida, pensando que a família da namorada sabe da relação das duas, pois a Harper tinha-lhe dito que já tinha contado aos pais e que tinha corrido tudo ótimo. Até aqui tudo bem, mas a meio da viagem a Harper lembra-se de contar à Abby que afinal os pais ainda não sabem da sua orientação sexual, nem da sua relação, sendo que pensam que a Abby é a amiga "orfã" que lá vai passar o natal, porque não tem mais ninguém. (???????) Óbvio que não ia correr bem... Péssima ideia levar a namorada lá a casa sem lhe contar que os pais afinal não sabem de nada. Ótima ideia para um filme de comédia?... Portanto, é esta a premissa do filme e vamos ver como corre...


A princípio corre pessimamente... óbvio, mas também é isso que traz a comédia para este filme. Para além de não saberem de nada, a família de Harper é conservadora, snob e um bocado (muito) falta de noção com a suas maneiras em relação à Abby. Não sei como a Abby aguentou lá tanto tempo... (só em filme... 🤦‍♀️ ou não... 🤔) deviam ter uma relação mesmo boa... coisa que infelizmente não tivemos a oportunidade de ver e fica difícil simpatizar com a Harper ao longo da história. Tudo ok que uma pessoa não esteja preparada para "sair do armário" e contar à família. As dinâmicas familiares podem ser complicadas. E ninguém deve ser obrigado a contar algo que ainda não está preparado para contar (Tudo ok também se já estivermos numa fase em que não nos conseguimos relacionar com alguém que não queira contar sobre a relação). Mas daí a mentir sobre ter contado, não dar a oportunidade à Abby de escolher se queria ir ou não, tendo em conta todas as informações, e passar o serão todo a ignorá-la e a deixá-la sozinha????!!!!??? Já foi demais... E ninguém faz isto, espero 🤔Certo????? Mas estamos num filme de comédia dramática, então está tudo nos conformes. O que não impediu que eu me irritasse na mesma...


Até nas pequenas coisas se viu o destrato que a Harper tinha pela namorada, como, por exemplo, na cadeira do restaurante a que foram todos jantar... Tu tens um metro e oitenta, a tua namorada tem um metro e sessenta e cinco (eu fui ver), há só uma cadeira, bem mais baixa do que as restantes, que calhou à tua namorada baixinha, que já se estava a sentir fora de cena o suficiente e ainda tem que se sentir inferior a todas as pessoas da mesa, e não és capaz de trocar de lugar com a tua namorada?!?!?! Ou com a tua amiga órfã?!?!? Really, Harper? Not cool... Trocar de cadeira era o mínimo. Eu devia aprender a rir-me com estas coisas, porque a cena é deveras caricata e é mesmo de rir e foi feita propositadamente para isso, mas fiquei mesmo indignada com isto na mesma!!!! 😅


Se a Harper já tinha esta falta de consideração antes, ou se simplesmente não conseguia pensar na namorada dada a ansiedade de toda a situação, ninguém sabe, porque, e batendo mais uma vez nesta tecla, não se viu, a namorada supostamente espetacular (ou super boa na cama) que a Harper seria no resto da relação, de forma a explicar que a Abby tenha aturado o que aturou...


Ah, e já mencionei a parte em que o ex-namorado estava no jantar e que a família claramente os queria juntos de novo? E que a Riley, a ex-namorada secreta da Harper, estava no restaurante e que tivemos de ouvir os pais da Harper a falar sobre o seu "estilo de vida"? Enfim... uma facada atrás da outra, que levou a que a internet preferisse ver a Abby com a Riley (Aubrey Plaza).


Eu, pessoalmente, (perdoem-me o pleonasmo) acho que não fazia sentido nenhum a Abby e a Riley ficarem juntas no final, mas percebo o porquê da preferência. São as duas lindas, notou-se alguma química e a Riley estava claramente interessada na Abby (bom gosto), mas não foi de todo recíproco. E não fazia sentido acabar uma relação que te deixou super magoada e começares a namorar com a ex da tua ex logo a seguir. Embora seja uma coisa muito sáfica de se fazer. Não recomendo.


Ficámos a saber, perto do final do filme, que, nos tempos de escola, quando alguém se apercebeu de que a Harper e a Riley pudessem ser um casal, a Harper negou e contou a toda a gente que a Riley era lésbica e que andava atrás dela. Enfim, menos outro ponto para a Harper.


Ainda assim, acho que é uma personagem bastante realista, na medida em que representa o medo levado ao extremo e projetado ao extremo, pelo qual já passou muita gente LGBTI+. Que se virou contra si própria através do ataque aos espelhos que vê de si mesma.


Como o karma é lixado, a irmã da Harper também acaba por contar a toda a gente que ela é lésbica e namora com a Abby, informação que a Harper se prontifica a negar. Notável o medo que se consegue ver na personagem da Harper e a deceção na personagem da Abby. As atrizes estiveram muito bem ao longo do filme todo (e muito lindas).


Como isto é suposto ser uma comédia romântica fofinha e feliz é claro que depois a Harper, que não quer perder a namorada, lá acaba por contar que afinal era tudo verdade e que a ama muito. A Abby baza na mesma, porque teve uma semana horrível, evidentemente, e porque a namorada só contou à família porque a irmã praticamente a obrigou. A Harper fica do género "como assim vais-te embora, eu contei por ti bla bla bla".


Percebo o medo da Harper, percebo que para ela tenha sido muito difícil ter sido arrancada do armário pela irmã e finalmente contar tudo e até percebo que ela achasse que ia ficar tudo bem com a Abby depois disso, embora seja muita falta de noção. Obviamente que a Abby se foi embora, e devia era ter ido mais cedo... O que me leva novamente a lamentar não vermos praticamente nada de como foi a relação delas pré desastre de Natal. Quero uma prequela... mas ninguém falou nada de prequela e já passou um ano 😢


Depois disto, ouvimos um super discurso do John (um amigo da Abby que foi lá resgatá-la) que foi, provavelmente, o ponto mais alto do filme. Ainda assim, não façam como o John no que toca a rastrear o telemóvel das pessoas...


No final do filme, tudo acaba bem. Os pais da Harper acabaram por ser bastante compreensivos depois de se aperceberem do que tinham andado a fazer às filhas, todas, que nenhuma tinha à vontade para falar com eles sobre a sua vida, mas especialmente a Harper. E foi bastante compreensível o porquê da Harper não querer contar aos pais. O resto das coisas já não tanto...


De qualquer maneira, a Harper e a Abby ficam juntas no final e temos a oportunidade de ver o próximo natal com a família toda junta e feliz e inclusiva.


Vi muitos comentários na internet a dizer que não deviam ter ficado juntas e que tinham uma relação muito tóxica e que a Abby devia ter acabado com a Harper, mas acho que não se pode julgar toda uma relação por uma semana que correu horrivelmente mal e toda uma pessoa pelo medo que tem em assumir-se como é. Por muito que se possa criticar o comportamento da Harper, não significa que ela não tenha sido efetivamente uma boa namorada antes deste desastre e que não possa aprender com os erros e evoluir. Há que ter em conta que não sabemos como era a relação delas anteriormente, que também terá peso na escolha da Abby de manter a relação (porque é que estive todo este resumo a falar destas personagens como se fossem pessoas reais? Não sei... 🤷‍♀️).


No final das contas foi um filme que, apesar das partes irritantes e problemáticas, conseguiu ser engraçado e fofinho e passar a sua mensagem. E mesmo as partes irritantes e problemáticas são representativas de algumas realidades. Vejam, nem que seja pelo elenco 🤷‍♀️


Eu vi o ano passado e isto foi o que achei na altura. Acho que me irritou tanto porque tinha outras expetativas, porque não temos muitos filmes sáficos bons com um tom mais positivo e menos tóxico. Irritou ao ponto de passado um ano continuar a lembrar-me do destrato da Harper com a Abby (e eu tenho péssima memória)😅. Talvez se voltar a ver este ano, sem as expetativas que tinha antes, até goste mais. Mas queria fazer este post antes de rever, até para perceber a diferença, caso existam muitas alterações face às minhas indignações do agora.


Um bom filme para ver na época natalícia. Mas espero que venham filmes melhores.

 
 
 
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